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Stonewall: Onde Tudo Começou PDF Print E-mail
Written by David Bianco   
Thursday, 01 June 2006

 As paradas do orgulho gay não são novidade. Elas remontam ao final dos anos 60 nos Estados Unidos, quando uma legião de homossexuais foi as ruas de Nova Iorque, protestar contra a violência policial ocorrida no bar Stonewall Inn. A revolta acabou por desencadear uma onda de manifestações pacíficas e bem humoradas que a cada ano cresce por todo o mundo.


Os Disturbios de Stonewall


Dentre as organizações gay hoje, há de tudo. Do Clube Democrático Stonewall, ao Coral Stonewall; há inclusive uma água mineral chamada Stonewall. A palavra tomou proporções míticas na cultura gay e lésbica. Porém suas amplas proporções não diluem a importancia do que ocorreu no verão de 1969 na cidade de Nova Iorque.

O evento ainda é um assunto corrente em debates nos círculos gay, com várias discordancias a respeito do que realmente desencadeou a violencia e quem tomou parte disso. Uma das lendas diz que o funeral da atriz e cantora Judy Garland, em 27 de junho, em Manhattan, teria acendido a chama da ira gay. Outras versões da estória diz que duzias de drag queens e uma misteriosa lésbica agressiva foram o centro da rebelião pública, mas poucos fatos parecem certos.

Nas primeiras horas da manhã de 28 de junho de 1969, a policia cercou o clube Stonewall Inn, um lugar com um ar um tanto sujo, que era um "clube privado"  administrado pela máfia na Christopher Street no Greenwich Village, com uma clientela predominantemente gay. A acusação era de venda ilegal de bebidas alcolicas. Era a Segunda vez naquela semana que o bar tinha sido alvo da polícia, assim como outros bares gays em semanas anteriores. Os policiais alinharam-se para conferir a identidade dos cerca de 200 frequentadores do Stonewall. Muitos foram liberados, mas os empregados do bar, bem como tres drag queens e dois transexuais foram detidos.

 Testemunhas lembram que a cena fora do bar, a princípio, era tranquila e festiva. Aos clientes juntavam-se turistas e passantes. Toda vez que algum gay saia do bar, liberado pela polícia, todo mundo saudava calorosamente. Porém, quando um camburão da polícia chegou e colocaram os funcionários do bar, as drag queens e os transexuais dentro do carro, a multidão enfureceu-se. Uma pessoa atirou uma pedra em uma janela e logo latas de lixo, garrafas e até mesmo um parquímetro foram usados para atingir o prédio. Alguem ateou fogo usando fluído de isqueiro. Pelas contas de um jornal, 13 pessoas foram presas e tres policiais sofreram ferimentos leves no confronto.

Mais tarde, naquela noite e durante toda a manhã  do Domingo, uma multidão reuniu-se novamente em frente ao bar devastado. Muitos jovens gays apareceram para protestar contra a fúria dos ataques, mas como armas andavam de mãos dadas, beijavam-se e alinhavam-se como coristas de algum musical. "Nós somos as garotas de Stonewall", cantavam levantando as pernas em frente a polícia. "Nós usamos cabelos cacheados / Não temos roupa de baixo / Mostramos nossos pentelhos". A polícia deixou as ruas sem incidentes desta vez, mas outras confusão nas ruas ocorreu dias depois.

Ainda mais significativo, contudo, foi o que ocorreu mais tarde, no verão. No final de julho, ativistas gays circularam cópias de um p anfleto conclamando para um "encontro de liberação homossexual". No cabeçalho do panfleto lia-se: "Você acha que os homossexuais estão se revoltando? Aposte o seu traseiro que estamos sim." As alianças formadas no encontro realizado em 24 de julho, adotaram o nome de Gay Liberation Front (GLF - Frente de Libertação Gay); dentre suas exigencias, não haviam apenas o fim da perseguição policial, mas a proteção trabalhista para trabalhadores gays, a revogação de leis de sodomia e criação de leis locais e nacionais anti-discriminatórias.

Logo, várias outras organizações e numerosas publicações sobre a liberação gay surgiram, primeiro em Nova Iorque e depois por todo o país. Estimativas apontam que antes dos distúrbios haviam apenas poucas dezenas de organizações gays nos  Estados Unidos. Dentro de poucos anos o numero havia subido para mais de 400.

Last Updated ( Friday, 26 June 2009 )
 
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