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Retrospectiva 2005 PDF Print E-mail
Written by Marcos Alexandre - mar.ale@terra.com.br   
Thursday, 12 January 2006
2005 foi um bom ano para filmes com temáticas ou personagens homossexuais. Muitos apenas lançados em DVD, outros sendo aguardados para os próximos meses para lançamento nos cinemas brasileiros, como o já aclasmado "Brokeback Mountain". Você confere aqui um panorama dos melhores filmes com temática GLBT lançados nas locadoras brasileiras no ano de 2005.

Dois dos filmes mais comentados em 2005 nos Estados Unidos são Brokeback Mountain e Transamerica, filmes ousados que falam sobre a diversidade sexual e que estão na lista dos favoritos nas edições de 2006 do Golden Globe e do Oscar.

Dirigido pelo mestre Ang Lee, Brokeback Mountain conta a história de um romance entre dois cowboys e foi indicado ao Golden Globe em sete categorias. Transamerica, estrelado por Felicity Huffman (do seriado Desperate Housewives), fala sobre um transexual que descobre que tem um filho adolescente que se prostitui nas ruas de New York.

Estes dois filmes ainda não foram lançados comercialmente no Brasil, mas certamente chegarão aos cinemas e às locadoras em 2006 cercados de muita publicidade devido ao enorme número de prêmios que já receberam (e ainda receberão) em todo o mundo. Porém, devemos lembrar que este fato não se aplica a todos os bons filmes gays lançados por aqui - aliás, o que acontece é justamente o contrário: a maioria dos filmes gays não é lançada nas grandes salas comerciais de cinema e chega muito discretamente nas locadoras, fazendo com que muitas pessoas nem os  percebam.

Portanto, enquanto Brokeback Mountain e Transamerica não chegam por aqui, você pode curtir o novo cinema GLBT com esta seleção dos 10 melhores filmes sobre diversidade sexual lançados nas locadoras brasileiras durante o ano de 2005 e que estão disponíveis em todo o país:

ImageUm Toque de Rosa
Touch of Pink, de Ian Iqbal Rashid. Canadá/Inglaterra, 2004. 91 min.
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Alim é um canadense de origem muçulmana que vai morar em Londres para esconder sua orientação sexual da família. Até aí, nenhuma novidade aparente - mas Touch of Pink surpreende com um roteiro criativo e um elenco competente e cativante. O roteirista e diretor Ian Iqbal Rashid inspirou-se nas comédias românticas de Hollywood estreladas por Doris Day e Rock Hudson e criou um filme gay leve e romântico, embalado por uma trilha sonora que lembra os anos dourados do cinema americano. O destaque fica por conta do charmoso Kyle MacLachlan (dos seriados Twin Peaks e Sex and The City), que interpreta o espírito de Cary Grant, galã gay morto em 1986 e que é até hoje um dos maiores ícones do cinema.

ImageDe-Lovely: Vida e Amores de Cole Porter
De-Lovely, de Irwin Winkler. EUA/Inglaterra, 2004. 125 min.
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Quem gosta de musicais, vai adorar De-Lovely. E quem não gosta, também. O filme é uma alegoria que mostra o último segundo antes da morte do compositor Cole Porter, que neste momento revê sua vida e seus amores em um palco surreal. Assista ao filme com a alma e com o coração abertos e viaje na bela trilha sonora que traz imortais sucessos de Cole Porter na voz de grandes intérpretes da música contemporânea como Alanis Morrissette, Natalie Cole, Elvis Costelo, Diana Krall, Sheryl Crow e Robbie Williams. Estrelado por Kevin Kline e Ashley Judd, De-Lovely  foi indicado a dois Golden Globe a ao Grammy de melhor trilha sonora.

ImageTodas as Cores do Amor
Goldfish Memory, de Elizabeth Gill. Irlanda, 2003. 85 min.
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A charmosa Dublin, mais jovem e moderna cidade da Europa, é o principal personagem deste ótimo filme irlandês. Ao som de músicas de Tom Jobim, Goldfish Memory mostra a vida, os amores, os encontros e os desencontros de um grupo de gays, lésbicas e heterossexuais. Pelo menos desta vez, o título em português não fugiu muito do contexto do filme - pois todas as formas de amor têm espaço neste que é certamente um dos melhores filmes europeus dos últimos tempos.

ImageXuxu
Chouchou, de Merzak Allouache. França, 2003. 105 min.
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Chouchou  pode não ter o roteiro sarcástico de Saved!, o  cuidado de produção de Touch of Pink, a modernidade de Goldfish Memory ou a trilha sonora de De-Lovely - mas é um filme simplesmente imperdível. Grande sucesso de bilheteria na Europa, Chouchou conta a história de um marroquino que foge para Paris, reencontra amigos da terra natal, mora com um padre, trabalha com uma psicóloga e ainda encontra tempo para se apaixonar. Adaptado de uma peça de teatro, Chouchou  prova que um filme não precisa de nomes famosos no elenco nem de grandes efeitos especiais para ser agradável, inteligente e muito, muito divertido!

ImageKinsey - Vamos Falar de Sexo
Kinsey, de Bill Condon. EUA/Alemanha, 2004. 118 min.
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Não seja enganado pela idéia de sensacionalismo barato causada pela inserção da frase "Vamos Falar de Sexo" no título da versão brasileira: Kinsey é excepcional e merece ser visto e revisto. Ao contar a história do primeiro cientista a estudar profundamente o comportamento sexual humano, o filme diverte e emociona ao mesmo tempo em que nos faz pensar sobre assuntos sérios como amor, fidelidade e tabus sociais. Indicado a um Oscar e três Golden Globe, Kinsey foi escrito e dirigido por Bill Condon, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado de 1998 por Deuses e Monstros.

ImageGalera do Mal
Saved!, de Brian Danelly. EUA, 2004. 92 min.
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O filme Saved! só tem um defeito: a tradução para o português do título original. Indicado ao prêmio de melhor filme pela GLAAD (Aliança de Gays e Lésbicas contra a Difamação), Saved! é uma deliciosa comédia com um roteiro inteligente e irônico como há muito tempo não se via no cinema americano. O filme retrata um grupo de alunos de segundo grau em uma escola batista e o jovem elenco liderado por Macaulay Culkin é excelente. Saved! deve ser visto por gays, heterossexuais e todas as pessoas que apreciam o bom cinema.

ImageLivrando a Cara
Saving Face, de Alice Wu. EUA, 2004. 91 min.
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Wilhelmina Pang, a personagem principal, é uma médica lésbica que começa a namorar uma bailarina quando sua mãe viúva e grávida resolve ir morar com ela. O filme fala não apenas sobre o preconceito sexual, mas também sobre as tradições familiares que muitas vezes se colocam no caminho do amor verdadeiro. Destaque para a mãe grávida interpretada pela belíssima Joan Chen, a inesquecível Josie Packard do seriado Twin Peaks.

ImagePor Conta do Destino
Heights, de Chris Terrio. EUA, 2004. 93 min.
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Com um elenco liderado por Glenn Close e com a participação mais do que especial de Isabella Rossellini e do músico Rufus Wainwright, o filme acompanha a vida de um casal durante 24 horas e revela os segredos de um jovem advogado que é noivo de uma mulher mas que na verdade é gay. Devido ao personagem principal desonesto e mau-caráter, o filme torna-se chato em vários momentos - mas mesmo assim é uma produção que vale ser vista como representante do novo cinema independente americano e como mais um filme gay repleto de atores famosos.

ImageLado Selvagem
Wild Side, de Sébastién Lifshit. França/Bélgica/Inglaterra, 2004. 93 min.
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Wild Side  uma produção delicada perturbadora ao mesmo tempo. Vencedor do prêmio de melhor filme no Festival de Berlim e do prêmio especial do júri no Outfest, Wild Side  alterna flashbacks e cenas do presente para contar a história de dois homens envolvidos com Stéphanie, uma travesti que abandona a prostituição nas noites de Paris para cuidar da mãe doente. O filme é excelente e a narrativa pode parecer superficial - mas apenas para quem não entender o subtexto deste intrincado roteiro, que pela sua profundidade chega a lembrar o ótimo filme americano O Agente da Estação.

ImageDelicada Relação
Yossi & Jagger, de Eytan Fox. Israel, 2002. 65 min.
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Produzido e lançado em Israel em 2002, o filme só teve seu lançamento internacional oficial em 2003, chegou ao mercado mundial em 2004 e nas locadoras brasileiras apenas no início de 2005. Tal demora na distribuição se explica pelo fato de que Yossi & Jagger  é um filme diferente e que pode não agradar a todos: afinal, é falado em hebraico, tem apenas 65 minutos de duração, trata de gays militares e é filmado em estilo documental. Mas para quem aprecia o bom cinema gay, são exatamente estas as características mais interessantes desta produção, que confirma que os filmes com temática GLBT podem ser tão diversos e interessantes como os personagens e histórias que eles retratam.
Last Updated ( Monday, 27 March 2006 )
 
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