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26 de março de 2009 |
Quando da descoberta do vírus HIV, no mundo todo viu-se uma corrida desesperada em busca de informação, controle e cura do mal que inicialmente chamou-se de câncer gay. Desde então inúmeras foram as campanhas alertando para os riscos de contaminação e propagação. Isto causou uma verdadeira revolução sexual, onde uma grande parcela das pessoas sexualmente ativas preferia manter-se com um parceiro (a) fixo, ou ainda procurar conhecer melhor com quem relacionava-se antes de chegar as vias de fato. Daí vieram novas drogas, o coquetel e mais recentemente a pílula do dia seguinte. Apesar dos avanços parece ter havido um retrocesso em algumas cabeças.
Seja pela falta de informação, a diminuição da veiculação de campanhas preventivas, ou simplesmente por acharem-se poderosos e livres de qualquer risco, ou ainda com a estúpida idéia de que pode recorrer do coquetel e outras drogas modernas. Pensam até que não se morre mais por causa da AIDS.
Este tipo de pensamento tem se espalhado com bastante rapidez em varias partes do mundo. Um exemplo disso está registrado em pesquisas feitas há alguns anos nos Estados Unidos, que aponta o baixo nível de conhecimento dos jovens com relação as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). A pesquisa revelou ainda menos pessoas usam preservativos para o sexo anal do que para o sexo vaginal. A pesquisa da Associação Americana de Saúde Social teve por objetivo observar as atitudes, comportamento e conhecimento entre os cidadãos Estadunidenses na faixa etária entre 18 e 35 anos. Em um clima geralmente hostil as pesquisas sobre sexualidade feitas pelo governo, esta foi promovida pela empresa farmacêutica GlaxoSmithKline.
A pesquisa deu uma "olhada" na vida sexual de 1155 adultos durante uma semana. Descobriu-se que havia uma diferença entre as "precauções que as pessoas diziam tomar e o real comportamento delas". Dezenove entre 20 participantes disseram que acreditavam que seus atuais parceiros não tinha uma DST e 63% consideravam-se "bem informados" sobre os companheiros, apesar de que 28 % não sabiam que alguns tipos de DSTs podem ser assintomaticos. Cerca de 85% dos pesquisados disseram que tomaram medidas "necessárias" para protegerem-se contra DSTs, mas um terço nunca discutiu o assunto com seus parceiros.
Porem, a mais espantosa descoberta foi de que apenas um pouco mais da metade (53%) de jovens norte americanos usaram preservativos ou qualquer outra proteção durante relações vaginais e apenas um terço (36%) em relações anais quando o fizeram. Há algumas semanas atras durante a conferencia de Microbicidas divulgou-se que entre 25 a 50 por cento dos jovens heterossexuais nos Estados Unidos praticam sexo anal sem proteção. Embora muitos participantes já tenham ouvido falar sobre gonorréia, sífilis and candidiase, apenas poucos mais da metade sabia que a hepatite B era transmitida principalmente por via sexual.
Neste meio tempo, apoiado por um artigo do Jornal Britânico de Medicina, que afirma estar na redução do numero de parceiros a chave para a redução da contaminação por HIV, o Conselho de Orientação Presidencial dos E.U.A. para HIV e AIDS (U.S. Presidential Advisory Council on HIV and AIDS - PACHA, questinou ao Secretario de Saude dos E.U.A. Tommy Thompson se a campanha "ABC", usada na Africa -- Abstain, B faithful, Condom (Abstenha, Seja fiel, Camisinha) - deveria ser adotada pelos Estados Unidos.
Um dos representantes do Conselho, Dr. Mark Thrun, chefe do escritório para prevenção de HIV em Denver, disse que 62% dos casos de AIDS em homens jovens era de gays, mas os esforços de prevenção do HIV em escolas e igrejas "ignoram completamente" este grupo.
Ele "estarrece" alguns membros do Conselho quando afirma que as leis contra os casamentos de pessoas de mesmo sexo excluiria os gays exatamente da possibilidade de Ter um tipo de relacao estavel e monogamica a qual o presidente George W. Bush queria promover. Pode parecer que os dados aqui apresentados são uma realidade que e dos Norte Americanos, mas na verdade comportamentos bastante parecidos ou ainda piores tem se alastrado mundo afora. São números que assustam e que deveriam ser amplamente divulgados para voltar a estabelecer uma consciencia não do medo mas da prevencao. Afinal de contas não e apenas a saude que esta em jogo mas a propria vida.
Dados obtidos no antigo site Positive Nation
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